21/02/2009

A Importância das Relações para o Empreendedor


Nas pesquisas, verificou-se que os empresários de sucesso são influenciados por empreendedores do seu círculo de relações (família, amigos) ou por líderes ou figuras importantes, tomados como "modelos".


Esta admiração nos remete ainda a algumas perguntas, as mesmas que os grandes pesquisadores desta área se fazem:

  • Como alguém se torna empreendedor?
  • O empreendedor nasce pronto? Ou seja, é fruto de herança genética?
  • É possível ensinar alguém a ser empreendedor?

O Empreendedorismo não é ainda uma ciência, apesar de ser uma das áreas onde mais se pesquisa e se publica. Isso quer dizer que ainda não existem paradigmas, padrões que possam, por exemplo, nos garantir que, a partir de certas circunstâncias, haverá um empreendedor de sucesso. Mas muita coisa pode ser dita sobre o empreendedor. Vamos ao assunto!


Todos os pesquisadores acreditam ser possível a alguém tornar-se um empreendedor. Mas a metodologia de ensino deve ser diferente da tradicional, que podemos ver desde o curso primário até a universidade. Mais adiante voltaremos ao assunto do ensino de Empreendedorismo.

Sabe-se que o empreendedorismo é um fenômeno cultural, ou seja, é fruto dos hábitos, práticas e valores das pessoas. Existem famílias mais empreendedoras do que outras, assim como cidades, regiões, países. Na verdade aprende-se a ser empreendedor através da convivência com outros empreendedores, em um clima em que ser dono do próprio nariz, ter um negócio, é considerado como algo muito positivo. Pesquisas indicam que as famílias de empreendedores têm maior chance de gerar novos empreendedores e que os empreendedores de sucesso quase sempre têm um modelo, alguém a quem admiram e imitam.

Consideremos três níveis de relações, o primário, o secundário e o terciário, no esquema abaixo:

  • Primário: familiares e conhecidos; ligações em torno de mais de uma atividade.
  • Secundário: ligações em torno de determinada atividade; redes de ligações.
  • Terciário: cursos, livros, viagens, feiras e congressos.

Podemos dizer que o nível primário é a principal fonte de formação de empreendedores. Mas os níveis secundário e terciário podem também ser importantes na geração de empreendedores. Um dos pontos básicos do ensino de Empreendedorismo é fazer com que o aluno busque estabelecer relações que dêem suporte ao seu negócio.


Assim, a convivência é muito importante nessa área. Existe um ditado no campo do Empreendedorismo que diz o seguinte: "Dize-me com quem andas que te direi quem queres ser". Se há, portanto, empreendedores que nascem prontos, não é por razões genéticas, mas sim porque o nível primário de relações os influenciou. Há poucas décadas dizia-se o mesmo em relação a administradores, gerentes: "fulano tem o dom para administrar, ciclano nasceu assim, beltrano jamais saberá gerenciar". Hoje ninguém duvida que alguém pode aprender a ser administrador. O Empreendedorismo, em termos acadêmicos, é um campo muito recente, com cerca de vinte anos. Mas os cursos nessa área têm-se multiplicado com uma velocidade incrível. Em 1975, nos EUA, havia cerca de cinquenta cursos. Hoje há mais de mil, em universidades e segundo grau, ensinando Empreendedorismo.


O Segredo de Luísa

ISBN: 85-293-0045-9
(c) 1999, Fernando Celso Dolabela Chagas
Cultura Editores Associados

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