17/12/2009

Pelo que você tem lutado?

Contam que...

Um vigoroso cão de caça avistou distante, uma pequena lebre e, aos olhos do cão, suculenta. O pujante cão empregou corrida para abocanhar o pequeno animal que, ao perceber a empreitada do vigoroso cão, deu início a uma ainda mais potente corrida, para não permitir sucesso ao cão.

Durante alguns minutos o cão tentou de todas as formas investir contra a lebre, porém, não obteve êxito e, extremamente cansado, desistiu de sua caçada.

Toda essa tentativa de abocanhar a pequena lebre foi acompanhada por um enorme leão. Assim que o cão encerrou sua caçada, o leão o inquiriu dizendo: “velho cão, não sentes vergonha de não ter obtido sucesso na sua caçada? Era uma pequena lebre, como pode desistir em tê-la abocanhado?”

O cão, ainda demonstrando ofegante cansaço, baixou sua cabeça, refletiu e respondeu ao leão: “amigo leão, eu corria meramente para satisfazer uma necessidade fisiológica; a de almoçar. Aquela pequena lebre corria para salvar a sua vida”. Envergonhado, o leão retirou-se cabisbaixo.

Nas empresas, as pessoas que mais reclamam, sem dúvidas são aquelas que “correm” apenas para conseguir o almoço, o jantar, para pagar a prestação do carro, o aluguel, a conta de água.

Essas pessoas reclamam do salário, do chefe, dos colegas, das ferramentas de trabalho, enfim, sempre há o que, segundo elas, não está em harmonia no ambiente laboral. O sentido do trabalho ainda não foi encontrado por essas pessoas e, provavelmente, não lhes é conhecido o sentido da vida. Para elas, resta permanecer na evidente insatisfação que realizam suas tarefas, que as fazem por mera obrigação.

A revelação da missão do ser humano se dá quando ele deixa de lado alguns sentimentos que torturam a alma, afligem o coração, despedaçam a sabedoria. Esses sentimentos são o orgulho, a arrogância, empáfia, prepotência, vaidade excessiva, ausência de humor, desonestidade, falta de caráter, de integridade, enfim, sentimentos que conduzem o ser humano a ações que, além de prejudicar outras pessoas, destroem o interior dele próprio, exterminando qualquer expressão de emoção, de afeto e apreço por outros indivíduos. Cala-se a voz do coração, desunem-se o amor e a paixão pela vida e, nos solos do inconsciente dessa pessoa, trava-se uma grande batalha, uma guerra sem fim, entre o bem e o mal, onde, com maiores chances de vitória, o mal se mostra como a forma mais leviana dos vencedores.

Toda vez que agimos de forma agressiva, impensada, alimentamos o mal que está dentro de nós. Cada ser humano tem dentro de si o bem e o mal. O que se revelará vencedor será aquele ao qual mais alimentarmos.

Dessa forma, se no seu trabalho você estiver disposto apenas a fazer e, se estiver, o mínimo possível, em um pequeno espaço de tempo, esse comportamento será “você”, ou seja, repetidas vezes você não se reconhece mais, não consegue compreender o que está havendo com sua vida. As pessoas se afastam de você, parecendo não sentirem prazer com sua presença. Como é o mal que está sendo alimentado em você, possivelmente, a cada dia, pior ficará a sua guerra interior, que está sendo travada a todos os instantes da vida.

No convívio familiar você não se sente bem. Novamente as pessoas demonstram menos interesse por diálogos com você. Você está sendo destruído por dentro, mas, como o bem está bloqueado pelo mal, no seu “eu” interior, os malditos sentimentos indecifráveis aos seus olhos, continuam vitoriosos, proibindo todas as formas de reação positiva diante da vida que você poderia ter.

Tudo isso está lhe causando desconforto, porém, como seus olhos estão vendados por infecciosos e malignos sentimentos, seu coração está bloqueado pelo mal, bombeando sangue contaminado por todo seu corpo, pelo cárcere interior que se encontra, você não consegue enxergar que o problema está em você e não nas pessoas que estão à sua volta, tampouco no emprego, na empresa que labora ou na sua família.

Abra sua mente. A mente é como o pára-quedas; funciona melhor quando está aberta. Permita que os raios de sol de todas as manhãs aqueçam seu coração, quebrem o gelo que envolve suas emoções. Mesmo os corações feitos de pedras de gelo acabam sendo derretidos pelos cálidos raios do amor.

Albert Einstein disse certa vez que “a mente depois de expandida, jamais volta ao tamanho normal”. E por qual motivo muitos de nós insiste em não expandir a mente? Possivelmente, a resposta seja indecifrável, pois, ao abrir os campos da nossa mente, damos início à trilha que leva à sabedoria. Portanto, não há o que temer, não há o que perder. Seremos plenamente vencedores no momento em que descobrirmos o maravilhoso poder que nos é dado. Este poder será conquistado no instante que nossos pensamentos se revestirem de força entusiasmada, encarando a vida como a mais bela dádiva oferecida. Tal poder chama-se “O PODER DAS ESCOLHAS”.

Nenhum ser humano é obrigado a realizar obras das quais não se orgulhará. Em todas as nossas decisões - desde as mais insignificantes, como, por exemplo, a de tomar banho, ouvir música, cantarolar, até as mais extenuantes, como, se desligar da empresa que detestamos laborar, dar fim à união com o cônjuge que sequer lembramos a data de nascimento, mudar de religião, embora, toda vez que procuramos novas religiões, tal atitude quer significar que não nos encontramos do o Pai Maior – temos o PODER DA ESCOLHA.


Por Prof. Paulo Sérgio

Pense: Pelo que você tem lutado?
Deus abençoe sua vida

André e Simone Calamita

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