27/03/2009

Venda Direta Movimenta R$ 18,5 bi

Foi se o tempo em que a venda direta significava bater de porta em porta com uma lista de enciclopédias debaixo do braço. Hoje o setor parece estar blindado contra a crise econômica que toma conta dos países mundo afora. Movimentou 18,5 bilhões em 2008 e cresceu 14,1% no mesmo período segundo revelou o balanço anual da Associação Brasileira de Vendas Diretas (Abevd). Somente de outubro a dezembro o setor obteve crescimento real de 8,7%, movimentando R$ 5,5 bilhões.

No final de 2008 foram contabilizados 2 milhões de revendedores ativos pelo Brasil, 7,2% a mais que a marca obtida há um ano. Essa expansão, paralela ao aumento da venda média de cada revendedor em 6,4%, são apontados como os principais fatores a alavancar o resultado do setor. No último trimestre de 2008 foram comercializados 444 milhões de itens incluindo produtos e serviços, sendo este um resultado 12,5% superior a igual período do ano anterior.

Produtos de cuidados pessoais são, de longe, os mais vendidos (88%) seguidos por itens para cuidados do lar (5%), suplementos nutricionais (6%) e outros (1%). As mulheres também costumam ser a maioria entre os clientes.

Segundo Lírio Cipriani, presidente da Associação, a atividade tende a ser poupada pela crise no curto e no médio prazo. "As vendas diretas não apresentam sinais de impacto diante da crise financeira mundial, talvez pelo fato de não operarmos com base no crédito".

A atividade de revendedor tem atraído os profissionais devido à possibilidade de lucratividade, independência financeira e gerenciamento do tempo. Há aqueles que encaram o trabalho como possibilidade de renda extra, porém aumenta a cada dia o número de pessoas que se dedicam exclusivamente à revenda dos produtos.

Renda extra - "Eu já tenho até uma rede de clientes cativas e a maioria compra produtos para a própria vaidade", revelou Rosária Lúcia de Souza, revendedora de uma empresa de cosméticos há quase 14 anos. Rosária é telefonista e complementa o orçamento com a venda direta. Segundo ela, a atividade rende, em média, mais de meio salário mínimo todo mês o que já dá uma grande ajuda na hora de pagar as contas.

Mercado em expansão - Mesmo em tempos de economia desfavorável, o mercado de vendas diretas cresce e historicamente evolui sempre acima da inflação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do comércio no país no quarto trimestre de 2008 apresentaram retração de 2,3% na comparação com o terceiro. Do outro lado, o balanço anual da Abevd mostra que o faturamento bruto do setor cresceu 12,6% no quarto trimestre se comparado com o terceiro.

Treinamento - As grandes empresas do segmento de vendas diretas continuam aprimorando o sistema, adotando técnicas de multiplicação de conhecimento para otimizar seus gastos com treinamento. Ao criar um canal de comunicação com os vendedores, oferecendo conhecimentos sobre estratégias de vendas e promovendo, ainda, atividades que aumentem o repertório de informação sobre os produtos.

O treinamento é uma forma de situar os seus representantes, chamados consultores, na atividade que executam. Um dos principais projetos, o único obrigatório, é o de técnica de vendas, pois muitos gostam do produto mas não sabem como passá-lo para os clientes em potencial. Ampliar a capacitação do setor de vendas diretas é um dos projetos defendidos pela Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (Abevd), que está negociando com instituições de ensino a criação de cadeiras de estudo sobre a atividade. Quanto maior o conhecimento do comportamento de compra do consumidor, maior é o desenvolvimento das vendas. (Com Assessoria)


FONTE: ABEVD

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